terça-feira, 29 de março de 2011

ipê-amarelo-cascudo

O ipê-amarelo-cascudo (Tabebuia chrysotricha) é uma árvore brasileira, descrita originalmente em 1845 por von Martius como Tecoma chrysotricha.
Outros nomes populares: aipê, ipê, ipê-amarelo, ipê-amarelo-da-mata, ipê-amarelo-paulista, ipê-do-campo, ipê-do-morro, ipê-tabaco, pau-mulato.
Está na lista de espécies de plantas ameaçadas do estado de São Paulo.[1]

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[editar] Caraterísticas

Árvore pequena, com 2 a 10 m de altura.
Tronco.
Folhas palmadas penta-folíoladas, com folíolos elíptico-oblongos ásperos, coriáceos, pubescentes em ambas as faces, sendo o terminal maior, com até 11 cm de comprimento.
Flores.
As flores, sésseis, se formam com a planta despida de folhas, entre agosto e setembro. Os frutos, vagens finas e longas, amadurecem entre setembro e outubro.
A planta se desenvolve rapidamente no campo.
Fruto.

[editar] Ocorrência

Nas florestas ombrófila densa e estacional semidecidual da Mata Atlântica, nos estados brasileiros do sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) e nordeste (Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí).[2]
Nativa também da Argentina.

[editar] Usos

A madeira é usada em tacos, rodapés, assoalhos e também externamente, como em postes. Sua casca cozida é adstringente e também usada contra inflamações bucais.
A árvore é a espécie de ipê-amarelo mais usada em paisagismo, inclusive em ruas estreitas e sob fiação elétrica.

Imbuia

Ocotea porosa no Jardim Botânico de São Paulo.Imbuia (do Tupi) - Ocotea porosa (Nees et Martius ex Nees) Liberato Barroso - é uma frondosa árvore da família da Lauraceae (louros), que ocorre tipicamente em florestas ombrófilas mistas[Floresta com Araucária] da região dos Campos Gerais do Paraná.
A Imbuia tem flores pequenas, folhas pequenas e lusidias, tronco grosso, curto até as primeiras inserções dos galhos, razoavelmente retilíneo e por vezes retorcido. Seu fruto se constitui numa pequena cúpula basal.
A madeira da imbuia, outrora abundante, tem alto valor comercial para a industria madeireira por sua afabilidade ao entalhe e longa durabilidade, afora excelente aparência: de cor parda em geral, possui veios que vão do amarelo ao marrom com riscas pretas. Devido à exploração depredatória de sua madeira nobre, hoje integra a Lista Oficial das Espácies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente.
Sinonímia: Canela-broto; Canela-imbuia; Embuia, Imbuia-clara; Imbuia-escura
Sinonímia botânica: Cinnamomum porosum, Oreodaphne porosa, Phoebe porosa.
O ser vivo mais velho da cidade de Curitiba é uma imbuia e sua idade é de, aproximadamente, mil anos. Este exemplar está localizado dentro da mata do Bosque do Capão da Imbuia, um dos espaços públicos da capital paranaense.[1][2][3]
Nobre dama da floresta nativa, a imbuia cresce sem pressa, o que a torna mais rara ainda. Pertence à elegante família do louro e da canela e os desenhos de sua madeira durável e perfumada são, muitas vezes, legítimas obras de arte. Apesar de dura, é macia ao formão e serve para marcenaria, esquadrias, lambris, instrumentos musicais, esculturas, mourões e dormentes.[1]

árvore-do-pão

Artocarpus altilis.jpgArtocarpus incisa, árvore-do-pão ou fruta-pão - é uma árvore frutífera, aparentada com a Jaca (Artocarpus heterophyllus).
Planta originária da Indomalásia (Java ou Samatra) ou da Malásia; seu fruto é base alimentar para povos ilhéus da Polinésia (Oceano Pacífico). Seus frutos são conhecidos pelo elevado valor nutricional e versatilidade culinária, sendo a base alimentar de alguns povos polinésios. As frutas-pão dividem-se em duas variedades: a apyrena conhecida por fruta-pão de massa, que não possui sementes e a seminífera, conhecida por fruta-pão de caroço, que apresenta numerosas sementes comestíveis e polpa não comestível.
A fruta-pão também é uma árvore ornamental, de grande porte, e crescimento rápido, podendo alcançar 20 metros de altura. Longeva, vive cerca de 80 anos. Sua folhas são muito bonitas, grandes, perenes e profundamente lobadas. Se for machucada, ela exsuda um látex leitoso que tem aplicações artesanais, para calafetação e como cola. A fruta-pão é uma planta monóica, isto é, com os dois sexos na mesma planta e flores separadas, masculinas e femininas. A polinização é cruzada, mas a frutificação não depende da polinização.
O frutos são grandes, redondos como melões e chegam a pesar 3 kg. Sua casca é de cor verde-amarelada e sua polpa é amarelo-escura nas frutas de massa e amarronzada na variedade com sementes. As frutas de massa são ricas em amido, proteínas e vitaminas e podem ser consumidas cozidas, assadas, em doces ou até mesmo fritas. Também podem ser transformadas em farinha [1] e utilizadas em panificação e confeitaria. As sementes também são comestíveis e podem ser preparadas como outras castanhas, assadas ou cozidas.
Deve ser cultivada sob sol pleno em solo fértil, profundo, drenável e irrigado periodicamente. A fruta-pão é uma árvore de clima tropical úmido e adapta-se bem ao litoral. Não é tolerante a locais demasiadamente secos ou frios. A frutificação inicia-se após 3 a 5 anos de implantação. A variedade que não produz sementes multiplica-se por estaquia de raízes. A variedade que produz sementes multiplica-se por sementes.
Foi trazida na colonização para o Brasil, mas quando o império português chegou, foi banida por ordem do imperador e quase dizimada completamente.

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[editar] Usos

A polpa do fruta-pão de massa é rica em calorias, carboidratos, água, vitaminas B1, B2 e C, cálcio, fósforo, ferro e tem baixo teor de gorduras. Industrialmente a polpa foi aproveitada como fruta seca e farinha panificável além de fonte para extração do amido e de farinha granulada semelhante ao sagu. Em uso caseiro a polpa - quase madura - pode ser cozida, assada, transformada em purê ou cortada em fatias consumidas fritas (como a batatinha) com manteiga, mel ou melaço. Cortada em fatias (de 50-10 mm de espessura) secas ao sol ou em fornos a polpa é usada para o preparo de raspas ou crueiras ou aparas e para o preparo de farinhas que, misturadas à farinha de trigo, podem compor o pão caseiro. Madura, a polpa é aproveitada na fabricação de doces.
As sementes do fruta-pão de caroço podem ser consumidas assadas, torradas, ou fervidas em água e sal; outrossim possibilitam a extração de farinha alimentícia bastante nutritiva. Em alguns estados brasileiros as sementes são usadas em substituição ao feijão para preparar guisados e ensopados. As sementes são consumidas, facilmente, pelo gado em geral.
O gado consome facilmente as folhas e muitas vezes a casca do tronco de plantas jovens. Ramos novos macerados liberam fibras empregadas na fabricação de cordas e esteiras.
A madeira, de cerne amarelado que passa a castanho após cortada, é resistente a insetos, é fácil de trabalhar, é utilizada na fabricação de forros, portas, instrumentos musicais e marcenaria; também produz carvão utilizável no preparo da pólvora.
O látex - do fruto e do tronco - por viscosidade, é utilizado para capturar pássaros, para fabricação de colas e em associação com fibras, usado para calefetar barcos.
A farmacopéia popular tem utilizado das seguintes formas:

Figueira







Morfologia
As figueiras são normalmente árvores, embora algumas espécies não cresçam muito e permaneçam como arbustos. Outras são trepadeiras, como o Ficus pumila, havendo ainda espécies rasteiras. Em todos os casos são plantas lenhosas, muitas com caule de forma irregular ou escultural, com raizes adventícias e superficiais. As folhas são alternas, usualmente providas de látex. Nas extremidades dos galhos ocorrem estípulas. As flores são diminutas, unissexuais, reunidas em inflorescências especiais denominadas sicónios, que consistem em um receptáculo fechado, com as flores inseridas no lado de dentro, e um orifício de saída no ápice, ou ostíolo. A expressão sicónio tem origem no nome de figo em grego (sykon). Os frutos são aquênios que amadurecem dentro do próprio sicónio, formando, por consequência, uma infrutescência.
As principais diferenças entre as espécies referem-se ao porte, forma do caule, forma, textura e consistência das folhas, cor, textura e forma dos sicónios. Há quatro subgêneros [3] de Ficus separados entre si por características microscópicas em suas pequenas flores ou pela ocorrência de plantas dióicas (hermafroditas e femininas) ou de monóicas (hermafroditas). Outros autores [4](Berg, C.C. 2005) propõem 6 subgêneros: Pharmacosycea, Urostigma, Sycomorus, Ficus, Sycidium, e Synoecia.

[editar] Ecologia


Sincônio de Ficus lyrata em fase madura de floração.
As figueiras possuem um dos sistemas de reprodução mais curiosos da natureza. Suas flores, encerradas nos sicónios, não têm contato direto com o ambiente externo, de forma que o pólen não pode ser transferido de uma planta a outra espontaneamente.
Há uma série de espécies de vespas polinizadoras minúsculas que se aproveitam da proteção do sicónio para depositar seus ovos. Elas procuram sicónios cujas flores femininas estejam maduras, e depositam seus ovos em seus ovários. As larvas, ao eclodirem, se alimentam dos tecidos internos do sicónio. Quando atingem a fase adulta, os machos fecundam as fêmeas e, mais tarde, morrem, sem saírem dos figos, pois somente as vespas femininas são aladas. As fêmeas então procuram sair pelo ostíolo, passando pelas paredes internas do sicónio. Neste momento as flores masculinas estão maduras, de modo que as fêmeas são impregnadas de pólen, antes destas abandonarem os figos. As fêmeas então repetirão o ciclo de vida, procurando um sicónio com flores femininas para depositar seus ovos, e ao mesmo tempo fertilizar as flores femininas maduras com o pólen trazido do sicónio onde nasceram. As sementes, necessárias à propagação das figueiras, serão formadas a partir das flores polinizadas.
Quanto ao tipo de reprodução, existem dois tipos de figueiras, as monóicas e as dióicas.
As monóicas produzem figos com flores masculinas e femininas de estilete curto e longo. Nas flores femininas de estilete curto, crescem as larvas das vespas, e nas femininas de estilete longo, são formadas as sementes. Todas as figueiras nativas do continente americano são monóicas.
As figueiras dióicas se apresentam com dois tipos de plantas: as masculinas e as femininas. As plantas masculinas produzem figos que contêm as flores femininas de estile curto, onde as vespas machos e fêmeas crescem, e as flores masculinas, de onde é coletado o pólen. Os sicónios das plantas masculinas são designados por caprifigos. As plantas femininas produzem figos que possuem flores femininas de estilete longo, onde as sementes se formam, e também flores masculinas estéreis.
As figueiras da espécie Ficus carica, onde crescem os figos comestíveis, são dióicas. Os figos comestíveis crescem nas plantas femininas, já que os caprifigos não são saborosos.
No Brasil são cultivadas somente as figueiras femininas da espécie Ficus carica, por isso a reprodução destas figueiras é feita por meio de estacas, já que os figos cultivados não possuem sementes. Os figos crescem neste caso por um processo biológico designado por partenocarpia. Na Europa e do Oriente Médio vários figueirais da espécie Ficus carica são cultivados sob a presença da vespa polinizadora e os figos comestíveis cultivados podem conter sementes viáveis. Para que os figos sejam polinizados, levam-se figos masculinos, de onde saem as vespas polinizadoras, aos figueirais. Este processo de cultivo é designado de caprificação. Os figos secos importados da Turquia são cultivados desta forma.

[editar] História

As figueiras ocorrem em todos os continentes, com exceção da Antártica.
A figueira do figo comestível (Ficus carica) é a primeira planta descrita na Bíblia, quando Adão se veste com suas folhas, ao notar que está nu [5]. A origem da espécie parece ser do Oriente Médio.
O figo comestível era cultivado em todas as civilizações do Mediterrâneo na antigüidade, incluindo os povos egípcios, judeus, gregos e romanos. O figo comestível tinha a vantagem de poder ser secado e se manter adequado à alimentação durante meses. Para atravessar o deserto, os povos antigos do Oriente Médio e norte da África utilizavam frutas secas, entre elas o figo, ricas em nutrientes e fáceis de conservar.
Como as espécies ocorrem nos continentes americano, africano, asiático, na Europa e na Oceania existem várias tradições culturais dos povos destes continentes, incluindo tradições religiosas, que tratam de figueiras.
O figo é considerado um fruto sagrado para os judeus. Ele faz parte dos sete alimentos que crescem na Terra Prometida, segundo a Torá (Deut. 8), o Antigo Testamento dos cristãos. São eles: trigo, cevada, uva, figo, romã, oliva e tâmara (representando o mel).
Para os budistas a figueira Ficus religiosa é venerada pois, debaixo de uma delas, Buda alcançou a sua revelação religiosa.
Na Grécia antiga o figo era considerado um importante alimento e a sua exportação era proibida.
A descoberta por arqueólogos israelenses de que o figo já era cultivado na Cisjordânia há 11.400 anos, segundo a revista História Viva, nº 41, p. 17 - "Prato de resistência", demonstra que desde o neolítico o figo é ingrediente importante no farnel de muitas civilizações, especialmente o figo seco, pois era conservado e armazenado para consumo em épocas adversas como o inverno.
No Egito antigo o figo era o alimento usado para a engorda do ganso para a produção do foie gras (o fígado de ganso gordo). Ainda no Egito, ele era também utilizado no preparo de pães artísticos, acrescentados à massa. Na Roma antiga, a técnica de engorda do ganso foi introduzida por Marcus Gavius Apicius (gastrónomo romano do séc. I d.C.). Ao lado do queijo e da cevada, o figo tinha um papel de destaque na Grécia antiga, principalmente em Esparta.
Os maias e os astecas utilizavam a casca de figueiras nativas da região para produzir o papel utilizado nos seus livros sagrados.

[editar] Cultivo

As figueiras podem ser cultivadas de duas formas principais: por semeadura e por estaquia.
O cultivo por semeadura pode ser feito no caso de se obter sementes viáveis de figos. Isto ocorre quase sempre nos locais onde a figueira é nativa.
O cultivo por estaquia é empregado no cultivo de figueiras da espécia Ficus carica no Brasil e também quando não se dispõe de sementes da espécie.

[editar] Espécies de figueiras mais populares


Ficus elastica, a árvore-da-borracha, de grande porte
  • F. elastica, árvore-da-borracha ou falsa-seringueira, é uma das árvores tropicais mais cultivadas do mundo. Nativa da Índia, é uma árvore de porte imponente, cujo caule e raízes, e tamanho das folhas, pode se apresentar de maneiras diferentes, de acordo com a variedade e as condições de cultivo. Normalmente produzem muitas raízes adventícias que, ao alcançar o solo, engrossam-se como verdadeiros troncos auxiliares. Alguns usam seu látex como bronzeador. Na verdade este látex é extremamente tóxico, e exposto ao sol, ele destrói a pele (o efeito de "bronzeamento", na verdade, é conseqüência da morte do tecido). Exposição prolongada ainda pode causar problemas sérios. Ela não deve ser cultivada em passeios ou jardins confinados, devido ao seu porte.

Raízes superficiais de Ficus benjamina
  • F. benjamina, fícus, ou figueira-benjamim originária da Índia, é cultivada por sua folhagem brilhante e delicada. É comum vê-la em vasos, com porte baixo e copa podada, mas é uma planta que pode ultrapassar os 20 metros de altura, e suas raízes podem destruir muros e pavimentos com facilidade. No Brasil é cultivada na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro.
  • F. microcarpa, ou laurel-da-índia, é outra espécie indiana introduzida no Brasil como ornamental. Ao contrário das outras figueiras exóticas ela consegue se reproduzir no Brasil, a partir da décadas de 1970 e 1980. Ou as vespas nativas brasileiras se adaptaram, ou vespas asiáticas, vindas da Ásia a partir do Havaí e do território continental dos Estados Unidos, conseguiram se reproduzir no Brasil e efetuar a polinização de suas flores. Atualmente, a figueira se reproduz espontaneamente e é propagada por pássaros. Suas sementes germinam em rachaduras de construções, pontes, tetos, muros e calçadas. Esta espécie cresce tanto quanto a figueira-benjamim, e por isso deve ser cultivada em áreas amplas de parques. Na Praça da República, no Rio de Janeiro, crescem inúmeras figueiras centenárias desta espécie.
  • F. carica, ou figueira-comum, é a árvore que produz os figos comestíveis. Nativa do Oriente Médio e do Mediterrâneo, seus frutos são consumidos desde a antigüidade. É uma das primeiras plantas cultivadas pelo homem. São popularmente consumidos in natura, em compotas e doces. Esta figueira é citada na Bíblia, quando Adão se cobre com suas folhas, ao notar que está nu.
  • F. pumila, ou hera, ou figueira-trepadeira, é muito apreciada como ornamental. Possui raízes adventícias pequenas que se prendem a qualquer superfície, permitindo que a planta cresça sobre muros.

Caule estrangulador de Ficus clusiifolia
  • F. clusiifolia, ou figueira-vermelha, nativa do Brasil, é uma das que se comportam como "estranguladoras". Ocasionalmente germinam sobre outras árvores, e crescem como epífitas até que suas raízes alcancem o solo. Então as raízes engrossam, crescem em volta da árvore hospedeira, até que a figueira a sufoca por cintamento ou compete com a planta hospedeira na absorção de água do solo, que acaba morrendo. Seus frutos são vermelhos, pequenos, mas saborosos.
  • F. benghalensis, ou bâniam, nativa da Índia, possui raízes adventícias monumentais, por vezes crescendo mais lateralmente do que em altura. Em seu país de origem, há feiras e salas de aula construídas em meio às suas raízes.

F. sycomorus grande mas debilitado na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro
  • F. sycomorus, ou sicômoro, nativa do Oriente Médio, possui tronco forte, de grande circunferência. É provavelmente a árvore citada na Bíblia, no livro de Lucas, quando Zaqueu teria subido numa árvore desta espécie para ver a chegada de Jesus a Jericó[6]. Os sarcófagos de madeira dos antigos faraós eram feitos com madeira desta planta.
  • F. glabra, ou figueira-brava, nativa do Sudeste do Brasil. É uma figueira de porte gigantesco, com crescimento muito rápido. É adequada para criar sombra em parques ou jardins com áreas extensas. É encontrada nas matas da Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro.
  • F. religiosa, ou figueira-religiosa, nativa da Índia, suas folhas apresentam extremidades ponteagudas. É a figueira sagrada para os budistas, pois sob uma delas Buda alcançou o despertar espiritual. Ela é cultivada no Rio de Janeiro ao longo do Canal do Mangue. Também está presente nesta cidade no Largo do Machado, nos jardins do Museu da República e ao longo do canal da Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon.
Ficus religiosa
  • F. lyrata, ou figueira-lirata. Suas folhas grandes possuem a forma de uma lira. É de origem africana. Várias árvores desta espécie são cultivadas na Praia de Botafogo no Rio de Janeiro.
  • F. organensis, gameleira-brava. É uma figueira de folhas pequenas, que ocorre com frequëncia na costa do Rio Grande do Sul.
As figueiras são plantas, geralmente árvores, do gênero Ficus, família Moraceae. Também são conhecidas como ficus, gameleira (ou gomeleira) e caxinguba, palavra de origem tupi-guarani[1]. Há cerca de 755 espécies de figueiras no mundo[2], especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença de água. O gênero Ficus é um dos maiores do Reino Vegetal.
As figueiras podem crescer de forma enérgica e por isso não é indicado que se cultivem figueiras de grande porte perto de casas, pois o crescimento de suas raízes têm a capacidade de deformar as paredes das residências.
Por fornecerem alimentos a aves, símios, morcegos e outros animais dispersores de sementes, têm importância na preservação das vegetações nativas tropicais e subtropicais. Os figos caídos no solo e na água servem também de alimentos a vários outros animais, incluindo peixes e insetos.
Morfologia
As figueiras são normalmente árvores, embora algumas espécies não cresçam muito e permaneçam como arbustos. Outras são trepadeiras, como o Ficus pumila, havendo ainda espécies rasteiras. Em todos os casos são plantas lenhosas, muitas com caule de forma irregular ou escultural, com raizes adventícias e superficiais. As folhas são alternas, usualmente providas de látex. Nas extremidades dos galhos ocorrem estípulas. As flores são diminutas, unissexuais, reunidas em inflorescências especiais denominadas sicónios, que consistem em um receptáculo fechado, com as flores inseridas no lado de dentro, e um orifício de saída no ápice, ou ostíolo. A expressão sicónio tem origem no nome de figo em grego (sykon). Os frutos são aquênios que amadurecem dentro do próprio sicónio, formando, por consequência, uma infrutescência.
As principais diferenças entre as espécies referem-se ao porte, forma do caule, forma, textura e consistência das folhas, cor, textura e forma dos sicónios. Há quatro subgêneros [3] de Ficus separados entre si por características microscópicas em suas pequenas flores ou pela ocorrência de plantas dióicas (hermafroditas e femininas) ou de monóicas (hermafroditas). Outros autores [4](Berg, C.C. 2005) propõem 6 subgêneros: Pharmacosycea, Urostigma, Sycomorus, Ficus, Sycidium, e Synoecia.


Ficus caricaAs figueiras são plantas, geralmente árvores, do gênero Ficus, família Moraceae. Também são conhecidas como ficus, gameleira (ou gomeleira) e caxinguba, palavra de origem tupi-guarani[1]. Há cerca de 755 espécies de figueiras no mundo[2], especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença de água. O gênero Ficus é um dos maiores do Reino Vegetal.
As figueiras podem crescer de forma enérgica e por isso não é indicado que se cultivem figueiras de grande porte perto de casas, pois o crescimento de suas raízes têm a capacidade de deformar as paredes das residências.
Por fornecerem alimentos a aves, símios, morcegos e outros animais dispersores de sementes, têm importância na preservação das vegetações nativas tropicais e subtropicais. Os figos caídos no solo e na água servem também de alimentos a vários outros animais, incluindo peixes e insetos.

Eucalipto

EucaliptoEucalipto (do grego, eu + καλύπτω = "verdadeira cobertura") é a designação vulgar das várias espécies vegetais do género Eucalyptus, ainda que o nome se aplique ainda a outros géneros de mirtáceas, nomeadamente dos géneros Corymbia e Angophora. São, em termos gerais, árvores e, em alguns raros casos, arbustos, nativas da Oceania, onde constituem, de longe o género dominante da flora. O género inclui mais de 700 espécies, quase todas originárias da Austrália, existindo apenas um pequeno número de espécies próprias dos territórios vizinhos da Nova Guiné e Indonésia, e mais uma espécie (a mais setentrional) no sul das Filipinas. Adaptados a praticamente a todas as condições climáticas, os eucaliptos caracterizam a paisagem da Oceania de uma forma que não é comparável a qualquer outra espécie, noutro continente.

Espinheira-Santa

A espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) é uma planta da família Celastraceae. Em jardins externos alcança o porte de árvore, com até três metros de altura. Em vasos grandes, em varandas, atinge até um metro.
Popularmente conhecida como espinheira-santa, espinheira-divina, maiteno, salvavidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa, congorça, cancerosa, cancorosa, espinho-de-deus, e congorça.[1]

Usos
É prescrita pela medicina popular no combate aos problemas de acidez estomacal, pois acalma as dores das úlceras e evita a fermentação e a formação de gases. É utilizada também em banhos como cicatrizante das inflamações da pele (acne, eczema, herpes).

Embaúba

Starr 031118-0038 Cecropia obtusifolia.jpgEmbaúba é designação comum a várias espécies de árvores, principalmente do gênero Cecropia, podendo chegar a 15 m de altura. Pertence ao estrato das plantas pioneiras da Mata Atlântica. É também chamada de árvore da preguiça, pois seus frutos são alimento preferido por este animal. As embaúbas são árvores leves, pouco exigentes quanto a solo, e muito comuns em áreas desmatadas em recuperação. Possuem frutos atrativos a várias espécies de aves, são capazes de se dispersarem rapidamente. Como possuem caule e ramos ocos, vivem em simbiose com formigas especialmente as do gênero Azteca, que habitam no seu interior e que as protegem de animais herbívoros - daí seu nomes castelhanos de hormigo ou hormiguillo.